Os servidores públicos municipais de Itaiópolis sinalizaram greve geral de toda a categoria, segundo informações do Sindicato. No último dia 13 de maio, aconteceu na Câmara de Vereadores assembléia geral extraordinária, que tinha por objetivo analisar e deliberar a proposta da Administração Municipal de Itaiópolis. Nesta proposta, o prefeito pretende instalar auxilio alimentação de R$ 130,00, de acordo com o número de dias trabalhados, para os servidores que recebem até R$ 2 mil de salário base mensal. As demais exigências da categoria que são, por exemplo, a reposição das perdas inflacionárias do ano de 2013, cumprimento integral do plano de cargos e salários entre outras não foram atendidas pelo Poder Executivo do município. Entretanto, o prefeito durante a negociação disse que se a receita do município aumentar poderá haver nova rodada de negociação no mês de outubro.

Pelo menos 160 servidores prestigiaram a assembléia do Sindicato, que aconteceu na Câmara de Vereadores. O plenário ficou completamente lotado, por funcionários de diversas categorias, entre elas, saúde, educação e obras. A assembléia, por unanimidade de votos, rejeitou a proposta do Poder Executivo. Também foi, durante a assembléia, retirado o estado de greve, sendo que as paralisações podem iniciar a qualquer momento. O Sindicato já fez os encaminhamentos formais ao Poder             Executivo, que permanece irredutível e até então não reabriu as negociações com a categoria. Na tarde do último dia 14 de maio, o comando de greve dos servidores iniciou o trabalho de confecção de panfletos, cartazes e faixas, além de visitas aos setores com a intenção de mobilizar todo o funcionalismo municipal de Itaiópolis.

“Esperamos que todos os servidores participem das paralisações, pois temos que  ser solidários uns com os outros. A nossa causa é justa e visa o bem comum de todo funcionalismo. Contamos com o apoio da sociedade, pois somos trabalhadores iguais a vocês, sendo que o setor da iniciativa privada já recebeu seu reajuste no salário relativo ao ano de 2014. Portanto, contamos com o apoio e a compreensão da sociedade”, explica o presidente do Sindicato Semião Pereira.